Tour Belo Horizonte – Rio de Janeiro

3º dia de Viagem: Na estrada entre Ouro Preto e Tiradentes

Além do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Instituto Inhotim e Ouro Preto, outro ponto alto do nosso roteiro são as serras e parques estaduais de Minas Gerais.

ourobranco.com

A herança histórica e os sítios naturais raros transformaram as serras de Ouro Branco e de Itatiaia, na região central do estado, em um grande museu a céu aberto.

Para preservar toda esta riqueza cênica, biológica, geológica e cultural, foram criadas duas unidades de conservação na região: o Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e o Monumento Natural Estadual do Itatiaia. Juntas, as duas unidades protegem cerca de 11 mil hectares e garantem a conservação da natureza, reforçando a proteção do patrimônio histórico que já havia sido tombado pelo Poder Legislativo na Constituição do Estado promulgada em 1.989.

No percurso entre Ouro Preto e Tiradentes, rodando pelo trecho da Estrada Real MG-129, a paisagem começou a chamar nossa atenção. Grandes formações rochosas se destacavam no horizonte e causavam um misto de espanto e admiração. Embora já tenha rodado muito pelas estradas de Minas Gerais, nunca tinha pilotado por essa região. Alguns quilômetros a frente a estrada começou a cortar os paredões de pedra, passando a sensação de estarmos pilotando dentro da rocha. Logo adiante avistamos diversas placas com os dizeres “Monumento Natural Estadual do Itatiaia”.

Monumento Natural Estadual do Itatiaia

Criado em 2.009, o Monumento Natural Estadual do Itatiaia ocupa uma área de 3.216 hectares. Embora não possua uma portaria ou estrutura de apoio ao turista, ao passar pela região você terá absoluta certeza de estar em um local diferenciado. Apesar do grande potencial hídrico e da importante diversidade biológica , o que faz do Monumento Natural um lugar especial é a sua beleza cênica. O verde infinito da vegetação rasteira contrasta com a imponência dos paredões rochosos. Por diversos momentos a estrada atravessa grandes cortes feitos nas rochas e nos faz perceber o quão insignificante somos perante a natureza.

Assista aqui como foi a nossa passagem pela Serra da Moeda, Monumento Natural Estadual do Itatiaia e Parque Estadual da Serra do Ouro Branco > Pilotando pelas serras de Minas Gerais.

Parque Estadual da Serra do Ouro Branco

Parque Estadual da Serra do Ouro Branco.JPG

Além de cidade, Ouro Branco também é o nome de uma serra, conhecida desde 2.009 como Parque Estadual da Serra do Ouro Branco. Um paredão de 20 quilômetros de extensão que abriga sítios arqueológicos e fazendas centenárias. Com belas paisagens, no século XVIII suas estradas eram conhecidas como “Deus-te-livre” devido à dificuldade da travessia e ao fato de o local ser alvo de emboscadas de saqueadores da Estrada Real. Com 7.520 hectares, as estradas do Parque Estadual são todas de terra, um convite para a aventura. Só cuidado para não se empolgar e, ao escolher aleatoriamente direita ou esquerda nas bifurcações, acabar se perdendo por lá (experiência própria).

Sem sinal de gps e sem ideia de qual direção seguir, a sorte foi que, quando mais novo, eu adorava aqueles programas de sobrevivência do Discovery. Aproveitando a luz do dia, preparei acampamento e comecei a armar algumas armadilhas para garantir o jantar. Dá pra acreditar nisso? Claro que não, né? A verdade é que, ao notar que estávamos começando a nos perder, pilotamos até o alto de uma montanha e avistamos no horizonte a Estrada Real e a cidade de Ouro Branco. Estava decidido então qual direção seguir.

Congonhas

Nossa próxima parada foi na histórica cidade de Congonhas por um único motivo, conhecer a obra-prima de um dos mais importantes artistas do Brasil colonial. Considerado um dos maiores tesouros da arte barroca, construído entre 1.757 e 1.790, o Santuário do Bom Senhor Jesus de Matosinhos  abriga em seu adro 12 profetas, todos esculpidos em pedra sabão por Aleijadinho e seus auxiliares entre 1.800 e 1.805. O conjunto arquitetônico, aliado ao acervo artístico, rendeu ao santuário o título de Patrimônio Mundial, declarado pela UNESCO em 1.985.

Após fazer um pouquinho de força para levantar a GS1200 do Tom, que tombou enquanto ele tentava estacionar a moto na rua íngreme e de paralelepípedo, decidimos que era hora de uma pausa para o almoço. Na própria Praça do Santuário funciona o restaurante Cova do Daniel. Localizado no 1º piso do Hotel Colonial, o restaurante à la carte oferece as delícias da gastronomia mineira. O ambiente acolhedor é um tempero a mais no fabuloso cenário barroco de Congonhas. Saboreamos o nosso autêntico almoço regional por R$50/pessoa, comida e bebida.

A viagem segue para Tiradentes, de onde iniciaremos o nosso último dia de viagem em direção ao Rio de Janeiro. Amanhã eu conto um pouco mais das nossas aventuras pelo mar de montanhas de Minas Gerais.

Assinatura

 

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